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História e Cultura de Campos dos Goytacazes

História e Cultura de Campos dos Goytacazes

Publicado em: 20/02/2011

A região de Campos era, originalmente, habitada pelos índios Goytacazes,que significa, em tupi-guarani,
para alguns, "corredores da mata", para outros, "índios nadadores", definição que bem se enquadra a essa
nação, habitante das lagoas.

A grande baixada, na parte mais setentrional do território fluminense, após o fracasso da Capitania de São
Tomé, com Pero de Gois, foi abandonada e dominada inteiramente pelas tribos goytacá. Para Lamego a não
ocupação da baixada campista, paralelamente a ocorrida no recôncavo da Guanabara, deve ser atribuída às
informações litorâneas da região que impediam e impedem, até hoje, a existênciade bons portos naturais, o
que não acontecia com outras capitanis, culos sítios favoreciam a presença permanente de frotas do reino,
possibiolitando, assim, maior contato com a metrópoli.

Durante o século XVII, várias foram as tentativas para a ocupação da planície, mas os ocupantes entravam
em luta com os índios e eram dizimados. Lamego ressalta que, enquanto o litoral brasileiro era ocupado de
norte a sul, a planície goitacá ainda era invisível para o branco. Somente quando da chegada dos jesuítas e
beneditos na região, e do seu sucesso pacificador junto aos índios, é que as condições das terras chegaram ao
conhecimento da metrópole e dos colonizadores, senhores de engenhono recôncavo da Guanabara, que havia
recebidoo título de capitães por terem lutado contra os francases, tamoios e tupinambás.

A efetiva colonização da região somente iria começar em 1627, quando o Governador-Geral, Martim Corrêa
de Sá, em reconhecimento pelo heroísmo nas lutas contra os índios e piratas na colonizaçãodas terras, doou
algumas glebas da capitania a sete capitães: Miguel Maldonado, Miguel da Silva riscado, Antônio Pinto
Pereira, João de Castilho, Gonçalo Corrêa de Sá, Manoel Corrêa e Duarte Corrêa, que construíram, em 1633,
currais para o gado, próximos à Lagoa Feia e à ponta de São Tomé.

Os novos colonizadores pretendiam desenvolver a criação de gado na região, tendo,em vista aproveitá-los
no trabalho dos engenhos. No recôncavo da Guanabara não havia área para criá-los, ocupada que estava com
a cultura da cana-de-açúcar. Aqui começa a verdadeira história da ocupação da região polarizada pela cidade
de Campos. Após a primeira viagem de reconhecimento, onde encontram povoados de pescadores em Cabo
Frio, Macaé e Atafona, travam contato com os índios, com os quais fazem as pazes. Na segunda viagem, é
promovida a divisão dos quinhões, a fixação dos marcos e o estabelecimento de três currais. Morando em
seus engenhos no Rio de Janeiro e cabo Frio, os capitães acabam por arredar quinhões de suas sesmarias, o
que contribuir para a intensificação do povoamento.

A criação do gado se multiplica de forma assombrosa, bem como o crecimento populacional e a
diversificação de atividades. os canaviais começam a aparecer nas partes mais elevadas da planície e a
convivência pacífica, que ate então se mantinha, é quebrada com a chegada de latifundiários podorosos, dos
quais o mais importante foi Salvador Corrêa de Sá e Benevides, governador do Rio de Janeiro (1648). este,
abusando do poder e da posição, e estabelecendo parcerias com os religiosos se beneficiavam na partilha
da planície. Começava a luta pela terra. De um lado, os herdeiros dos capitães e demais pioneiros, colonos,
campeiros e vaquejadores, que são espulsos sob a alegação de que as terras estavam ocupada por facínoras
e soldados fugidos que se sustentavam de suas fazendas e roças; do outro, os Assecas, herdeiros de Salvador
de Sá, que receberam por doação a Capitania de São Tomé, em 1674, sob a condição de ali erigir duas
vilas, igrejas decentes, casas para reunião dos vereadores e tudo mais que necessário fosse para garantia dos
habitantes das novas povoações, com a condição de perderem tudo para a Coroa o que tivessem feito, caso
não fossem observadas todas as cláusulas da carta de doação(Lamego, 1974).

Durante 100 anos aproximadamente, a Capitania vai viver em permanente conflito pela posse da terra,
envolvendo os Assecas, preposto da Coroa Portuguesa, monges beneditinos e jesuítas, além de inúmeros
herdeiros de colonos que trabalhavam a terra. Devido às crises vividas pela Capitania, a Coroa chegou a
retomá-la por duas vezes, mas acabou por voltar para as mãos dos Assecas. Com as inúmeras pendengas, e

sob perene desgoverno, vai-se alastrando pela capitania a insubordinação e a rebeldia, do que se aproveitam
muitos aventureiros para se apossarem das terras. Somente em 1752, com a decisão da Coroa de comprar a
Capinania dos Asseca,com a contribuição pecuniária da própria população, é que a região foi pacificada.

A pequena propriedade predominava em face do retalhamento verificado no decorrer do domínio dos
Assecas, mas também condicionada pelo meio natural, face a inexistência de áreas contínuas de grande
extensão, interrompido que estava o espaço físico por inúmeras lagoas. A partir do domínio da cana-de-
açúcar, toda a região passa a viver uma época de fausto e ostentação, mas continuando isolado do Rio
de Janeiro, pois perdurava a dificuldade de ocupação. A expansão da pecuária ficou limitada em face da
expansão dos aglomerados e dos canaviais. A imigração foi ativada com a chegada do camponês minhoto,
beirão e transmotano, que preferem as férias glebas de Campos, com o seu potencial de massapês, às ricas
minas de Diamantina,Vila Rica, Sabara, Goiás e Vila Bela. No entanto, assinala Lamego, nenhum campista
sobe os rios para a zona montanhosa. Concentran-se todos na planície, no massapê, na terraque produz
açúcarcomo nenhuma outra. Com o crescimento de campos, a vila de São João do Paraíba do Sul, hoje São
João da Barra, é beneficiada, pois torna-se o escoadouro de toda a produção de açúcar da planície atravéz da
instávelfoz do rio.

No início dos anos 1800, toda a planície encontrava-se ocupada e partilhada, mas restando quatro latifúndios:
o Colégio dos Gesuítas ( adquirindo por JoaquimVicente dos reis) e São Bento, ambos situados em áreas
atualmente ocupadas pela cidade de Campos e seu entorno; Quiçamã, mais aosul,nos domínios da Lagoa
Feia, e se estendendo na direção da atual cadade de Macaé, mas com dificuldade de aproveitamento devido
ao grande números de lagoas e baixios inundáveis, e a fazenda dos Assecas, onde surgiu o povoado de Barra
Seca, correspondente às terras do recém-criado município de S. Francisco do Itabapoana, na região dos
tabuleiros, na margem esquerda do rio Paraíba do Sul.

Em 1833, foi criada a Comarca de Campos e, em 28 de março de 1835, a Vila de São Salvadorfoi elevada à
categoria de cidade com o nome de Campos dos Goytacazes, e agora a pecuária e a cultura da cana de açúcar
se estendiam pela planície, entre o Rio Paraíba do Sul e a Lagoa Feia. Em 1875, já havia 245 engenhos de
açúcar, com 3.610 fazendeiros estabelecidos na região. A primeira usina, construída em 1879, chamou-se
Usina Central do Limão e pertencia ao Dr. João José Nunes de Carvalho.

Por sua importância, Campos perdeu quatro vezes a visita de D. Pedro II: A primeira em 1883, quando o
imperador inaugurou a luz elétrica da cidade, que passou a ser, assim, a primeira cidade da América do Sul a
contar este avanço tecnológico.

Com o aumento da população, os vereadores reivindicaram a ocupação dessas terras, além da partilha das
pertencentes às freiras da Ajuda a da extinta aldeia de Guarus, cujos patrimônios se mantinham incultos.
Lamego chamava atenção para o fato de que a região de Campos apresentava certas especificidades, que
contrariavam toda tradição feudal das regiões canavieiras. Nada de ricaço do açúcar nem solares grandiosos,
a não ser o Colégio de São Bento. A luta é individual e áspera, mas é ela que mostra o caráter essencial da
cultura da planície; a divisão da terra,o equilíbrio social com a pequena propriedade, onde a produção é do
pequeno lavourista.

O equilíbrio é quebrado com a chegada da máquina nos engenhos, a partir de 1850, passando a ter lugar
um novo tipo de luta, agora uma luta de classes, da enxada contra o maquinismo, do dono da engenhoca
contra o senhor do engenho e deste contra o usineiro; da grande massa de lavradores proletarizados contra as
grandes fábricas em mãos de chegadiços alheios às tradições da vida regional. As novas relações de trabalho
e produção fazem com que a grande propriedade industrial chame para si toda a organização econômica,
açmbarcando a produção de fazendas médias e pequenas, e impondo preços para a matéria prima. O senhor
de engenho passa a ser simples fornecedor de cana para as grandes empresas. Quando chegou a Abolição ,
Campos apresentava um expressivo conjunto de enpreedimento açucareiro, ocorrendo um grande êxodo e a

parada dos engenhos.

A falta de mão-de-obra provocou o abandono das unidades de produção e a invasão das lavouras pelo mato.
As valas ficaram entupidas e os banhados passaram a dominar a região. Somente após a República, é que a
economia regional voltou a se organizar. Aré então, a maioria das propriedades médias dos antigos senhores
de engenho havia mantido independência,apenas da visinhança das grandes fábricas. No entanto, a absorção
dessas propriedades pelas usinas se tornou inexorável no médio prazo, principalmente em função da queda
dos preços do açúcar no mercado internacional.

Durante toda a República, a estrutura econômica regional vivenciou períodos de euforia e crise em função
do preço do produto no mercado internacional, mas sempre manteve sua relativa importância na economia
estadual e nacional em função da excelente posição que disfrutava em relação aos mercados consumidores.
Isso fez com que a cidade de Campos assumisse uma posição hegemônica em relação a outras cidades,
principalmente devido ao seu pioneirismoem serviços educacionais, de iluminação pública, transportes
urbanos, telefonia e emprensa. Até o final dos anos 60, os municípios de Campos, complementado por
Macaé (Quiçamã e Carapebus) e Conceição de Macabu, apresentavam uma agro-industria açucareira
expressiva, mantendo 16 usinas em pleno funcionamento, e aproximadamente 200.000 hectares cultivados,
apesar de apresentarem produtividade baixa, quando comparada aos padrões de São Paulo.

A ascensão de São Paulo como principal produtor nacional, seus elevados índices de produtividades,
tanto ao nível do campo como da fábrica, e a expansão da área cultivada na região Nordeste do País,
aliados a incapacidade do complexo sucro-alcooleiro campista em se modernizar, fizeram com que a
região passasse a se constituir em um coadjuvante secundário no contexto da agro-indústria canavieira
nacional. Algumas atividades se modernizaram, aproveitando os financiamentos governamentais colocados
à disposição do sistema, e a área cultivada chegou a apresentar uma animadora expansão no período 70/
80, principalmente por ocasião do lançamento do PROALCOOL, estimulando a criação de uma grande
Cooperativa e Associaçaõ de Produtores(fornecedores da usina). O endividamento de algumas usinas
torno-as inadimplentes com os órgãos de financiamento, obrigando-as ao fechamento, e em consequência,
atingindo também os fornecedores que reverteram o aproveitamento de sua áreas para a pecuária. A extinção
do Instituto do Açúcar e do Álcool em 1991, sempre pródigo em socorrer os usineiros, foi outro duro golpe
na agroindústria canavieira da região Norte Fluminense, que hoje passa por um processo de recuperação
estimulado pelos novos investimentos que têm promovido uma relativa modernização do setor, associado à
valorização do preço do álcool.

A descoberta e exploração de petróleo e gás natural na plataforma continental da bacia de Campos, no inicio
dos anos 70, tem contribuido de maneira significativa para a criação de novas perspectivas para a economia
regional, além de contribuir significativamente na composição da receita municipal, via pagamento de
royalties.

Gentílico: campista

Formação Administrativa

Freguesia criada com denominação de São Salvador dos Campos, por alvará de 1674, deliberação
estadual de 10-08-1891 e decreto nº 8223, de 06-05-1801, bem assim por decretos estaduais nºs 1,
de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, respectivamente.

Elevado a categoria de vila com a denominação de São Salvador dos Campos, por ato de 02-09-
1673. Instalada em 1676.

Pelo alvará de 11-09-1673, é criado o distrito de São Gonçalo e anexado à vila de São Salvador
dos Campos. Em 1753 a vila de São Salvador de Campos é anexada à antiga capitania de Espírito

Santo.

Por decisão episcopal ou alvará de 03-01-1759, confirmado em 1808 e por delibaração estadual de
10-08-1891 e por decretos estaduais nº s 1, de 08-05-1892 e 1-A de 03-06-1892, é criado o distrito
de Guarulhos e anexado à vila de São Salvador de Campos.

Pela resolução de 1811, e deliberação de 21-11-1890 e de 10-08-1891, bem assim pelos decretos
estaduais nº 1, de 08-05-1891 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de São Sebastião e anexado
à vila de São Salvador de Campos.

Por carta de lei de 31-08-1832, transfere a vila da capitania do Espírito Santo para a antiga capitania
do Rio de Janeiro.

Elevado à categoria de cidade, com a denominação de Campos, pela lei estadual nº 6, de 28-03-
1835.

Pelo decreto provincial nº 272, de 09-05-1842, deliberação de 10-08-1891 e por decretos estaduais
nºs 1, de 08-05-1891 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Santa Rita da Lagoa de Cima e
anexado ao município de Campos.

Pela lei provincial nº 964, de 02-10-1857, deliberação estadual de 10-08-1891 e decretos estaduais
nº s 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Dores de Macabu e anexado ao
município de Campos.

Pela lei provincial nº 1225, de 21-11-1861, é criado o distrito de Santo Eduardo e anexado ao
município de Campos.

Pela lei provincial nº 1391, de 11-12-1868 deliberação estadual de 10-08-1891 e por decretos
estaduais nºs 1, de 08-05-1891 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de São Benedito de Lagoa
de Cima e anexado ao município de Campos.

Pela lei provincial nº 1937, de 06-11-1873 deliberação estadual de 10-08-1891, bem assim por
decretos estaduais nºs 1, de 08-05-1891 e 1-A, de 03-06-1892, São criados os distritos de Santo
Antônio das Cachoeiras de Muriaé e Travessão e anexado ao município de Campos

Pela deliberação de 22-07-1890 e de 10-08-1891 e decretos estaduais nºs 1, de 08-05-1891 e 1-A,
de 03-06-1892, são criados os distritos de Porto do Braga e Santo Amaro e anexado ao município de
Campos. .

Pela deliberação estadual de 10-08-1891 e decretos estaduais nºs 1, de 08-05-1891 e 1-A, de 03-06-
1892, é criado o distrito de Vila Nova e anexado ao município de Campos.

Pela deliberação de 21-11-1890 e 10-08-1891, bem assim pelos decretos estaduais nºs 1, de 08-05-
1892 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Mineiros e anexado ao município de Campos.

Pela lei estadual nº 481, de 08-11-1901, é criado o distrito de Paciência e anexado ao município de
Campos. .

Pela lei estadual nº 1028, de 03-11-1911, o distrito de Santo Amaro passou a denominar-se São
Martinho.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município de Campos é constituído de 15
distritos: Campos, Cachoeiras ex-Santo Antônio das Cachoeiras, Dores de Macabu, Guarulhos,
Mineiros, Paciência, Porto do Braga, Santa Rita da Lagoa de Cima, Santo Eduardo, São Benedito,
São Gonçalo, São Martinho, São Sebastião, Travessão e Vila Nova.

Pela lei estadual nº 1794, de 31-12-1923, o distrito de São Martinho passou a denominar-se Santo
Amaro e Cachoeira a denominar-se Paraíso.

Pelo decreto estadual nº 2529, de 29-12-1930, o distrito de Paraíso passou a denominar-se Monção.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 15 distritos:

Campos, Dores de Macabu, Guarulhos, Mineiros, Monção ex-Cachoeira, Morro do Coco ex-Santo
Eduardo, Paciência, Porto do Braga, Santa Rita da Lagoa de Cima, Santo Amaro ex-São Martinho,
São Benedito, São Gonçalo, São Sebastião Travessão e Vila Nova.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-
lei estadual nº 392-A, de 31-03-1938, o distrito de São Benedito passou a denominar-se Novo
Horizonte.

Pelo decreto estadual nº 641, de 15-12-1938, distrito Mineiros passou a denominar-se Mussurepe,
Morro do Coco voltou a denominar-se Santo Eduardo, Porto do Braga a denominar-se Cardoso
Moreira, Santa Rita da Lagoa de Cima a denominar-se Itaoca, São Gonçalo a denominar-se
Goytacazes, São Sebastião a denominar-se Barão de São José e Vila Nova a denominar-se Morro do
Coco.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município de Campos é constituído de
15 distritos: Campos, Barão de São José ex-São Sebastião, Cardoso Moreira ex-Porto do Braga,
Dores de Macabu, Guarulhos, Itaoca ex-Santa Rita da Lagoa de Cima, Monção, Mussurepe ex-
Mineiros, Novo Horizonte ex-São Benedito, Morro do Coco ex-Vila Nova, Paciência, Santo
Amaro, Santo Eduardo ex-Morro do Coco e Travessão.

Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, o distrito de Guarulhos passou a denominar-
se Guarus, Itaoca a denominar-se Ibitioca, Monção a denominar-se Puris e Novo Horizonte a
denominar-se Morangaba.

Pelo decreto-lei estadual nº 1244, de 1944, o distrito de Monção passou a denominar-se Italva.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 15 Distritos:
Campos, Goitacazes, Barão de São José, Cardoso Moreira, Dores de Macabu, Guarus ex-Guarulhos,
Ibitioca ex-Itaoca, Italva ex-Puris ex-Monção, Morangaba ex-NovoHorizonte, Morro do Coco,
Mussurepe, Paciência, Santo Amaro de Campos ex-SantoAmaro, Santo Eduardo Travessão.

Pela lei estadual n º 1445, de 22-03-1952, é criado o distrito de São Joaquim e anexado ao
município de Campos, distrito formado com terras desmembradas do distrito de Cardoso Moreira.

Pela lei estadual n º 2115, de 07-01-1954, o distrito de Barão de São José passou a denominar-se
São Sebastião de Campos.

Em divisão territorial datada de I-VII-1955, o município é constituído de 16 distritos: Campos,
Goitacazes, Cardoso Moreira, Dores de Macabu, Guarus, Ibitioca, Italva, Morangaba, Morro do
Coco, Mussurepe, Paciência, Santo Amaro de Campos, Santo Eduardo, São Joaquim, São Sebastião
de Campos ex-Barão de São José e Travessão.

Pela lei estadual nº 79, de 23-04-1958, é criado o distrito de Tocos e anexado ao município de
Campos, distrito formado com terras desmembrado do distrito de Goitacazes.

Pela lei estadual nº 80, de 09-06-1959, é criado o distrito de Poço Gordo e anexado ao município de
Campos, distrito formado com terras desmembradas do distrito de São Sebastião de Campos.

Pela lei estadual nº 4342, de 17-06-1960, são criados os distritos de Santa Maria e Vila Nova e
anexado ao município de Campos, distrito de Santa Maria formado com terras desmembrado do
distrito de Santo Eduardo e o distrito de Vila nova formado com terras desmembrado do distrito de
Morro do Coco.

Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 20 distritos: Campos,
Cardoso Moreira, Dores de Macabu, Goitacazes, Guarus, Ibitioca, Italva, Morangaba, Morro do
Côco Mussurepe, Paciência, Poço Gordo, Santo Amaro de Campos, Santa Maria, Santo Eduardo,
São Joaquim, São Sebastião de Campos, Tocos, Travessão e Vila Nova.

Pelo decreto legítimo estadual nº 88, de 11-04-1960, é extinto o distrito de Poço Gordo, sendo seu
território anexado ao distrito sede do município de Campos.

Pela deliberação municipal nº 1505, de 12-11-1963, é criado o distrito de Doutor Matos e anexado
ao município de Campos, distrito formado com terras desmembrada do distrito de Cardoso Moreira.

Pela deliberação municipal nº 1587, de 17-12-1963, é criado o distrito de Murundu e anexado ao
município de Campos, distrito formado com terras desmembrada do distrito de Santa Maria.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, é constituído de 21 distritos: Campos, Cardoso
Moreira, Dores de Macabu, Doutor Matos, Goitacazes, Guarus, Ibitioca, Italva, Morangaba, Morro
do Coco, Murundu, Mussurepe, Paciência, Santo Amaro de Campos, Santa Maria, Santo Eduardo,
São Joaquim, São Sebastião de Campos, Tocos, Travessão e Vila Nova.

Pela lei estadual nº 5999, de 06-12-1967, é criado o distrito de Paraíso e anexado ao município de
Campos, distrito formado com terras desmembrada do distrito de Italva. Pela lei estadual nº 6001,
de 06-12-1967, os distritos de Goitacazes e Guarus foram extintos, sendo seus territórios anexados
ao distrito sede do município de Campos.

Em divisão territorial datada de 31-XX-1968, o município é constituído de 20 distritos: Campos,
Cardoso de Moreira, Dores de Macabu, Doutor Matos, Ibitioca, Italva, Morro do Coco Morangaba,
Murundu, Mussurepe, Paraíso, Santa Maria, Santo Amaro de Campos, Santo Eduardo, São
Joaquim, São Sebastião de Campos, Serrinha ex-Paciência, Tocos, Travessão e Vila Nova de
Campos ex-Vila Nova.

Pela lei estadual nº 3952, de 17-11-1981, é criado novamente o distrito de Goitacazes e anexado ao
município de Campos, distrito formado com terras do distrito sede do município de Campos.

Em divisão territorial datada de l-Vll-1983, não figura os distritos de Goitacazes, Doutor Matos e
Murundu foram extintos.

Pela lei estadual nº 681, de 11-11-1983, desmembra do município de Campos dos Goitacazes os
distritos de Italva e Paraíso, para formar o novo município de Italva.

Pela lei municipal nº 559, de 16-10-1986, homologada pela lei municipal nº 1371, de 24-10-1988,
o município de Campos passou a denominar-se Campos dos Goitacazes. Pela lei estadual nº 1577,
de 31-11-1989, desmembra de Campos dos Goitacazes, os distritos de Cardoso Moreira e São
Joaquim, para formar o novo município de Cardoso Moreira.

Em divisão territorial datada de 17-I-1991, o município é constituído de 14 distritos: Campos de
Goitacazes, Dores de Macabu, Ibitioca, Morangaba, Morro do Coco, Mussurepe, Santa Maria,
Santo Amaro de Campos, Santo Eduardo, São Sebastião de Campos, Serrinha, Tocos, Travessão e
Vila Nova de Campos.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas municipais

São Salvador dos Campos para simplesmente Campos alterado, pela lei municipal nº 62, de 28-03-
1835.

Campos para Campos dos Goitacazes, teve sua denominação alterada, por força da lei municipal nº
559, de 16-10-1986 e homologado por força da lei estadual nº 1371, de 24-10-1988.

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